OSTEOPATIA

É uma área da saúde que trata pessoas de todas as idades, de forma global, isto é, está fundamentada no conceito de que todas as partes e sistemas do corpo humano funcionam de maneira integrada. É indicada, de uma forma geral, no tratamento de disfunções do corpo humano.
Interessa-se pelo organismo humano e pelos seus movimentos, procurando desbloquear as restrições de mobilidade que possam existir nos músculos, no esqueleto, nas articulações, mas também nos órgãos internos e na parte sacro craniana (do crânio ao osso sacro, no fim da coluna).
Age no tratamento de várias doenças, mas também na sua prevenção.
A osteopatia vê o organismo humano como um todo, no qual tudo está relacionado e pode influenciar outros sistemas. Por exemplo, o sistema articular, através do sistema neurológico, pode influenciar a parte visceral dos órgãos internos. Através de técnicas manuais, o osteopata procura reequilibrar o organismo.

HÁ MAIS QUE UM TIPO DE OSTEOPATIA?

Sim, existem várias técnicas, ligadas aos diferentes sistemas do organismo, como explica Acácia Coyac: “Existe a versão osteoesquelética, onde manipulamos os ossos, tendões, músculos e toda a parte articular, e a osteopatia sacrocraniana, onde trabalhamos os ossos do crânio até ao sacro.
Existe ainda a osteopatia visceral. Não manipulamos o órgão interno, mas libertamos os meios de fixação e suspensão desse órgão. Acreditamos que se trabalharmos tudo o que possa estar a atrapalhar o órgão ao redor dele, vamos facilitar a sua mobilidade, já que o princípio da osteopatia é trabalhar as perdas de mobilidade, libertando o órgão para o seu movimento fisiológico natural – os órgãos também têm uma mobilidade inata.”



O Osteopata

O osteopata tem um interesse particular em anatomia e fisiologia, conhecimentos indispensáveis e essenciais para se realizar uma avaliação extremamente rigorosa dos sistemas corporais e das suas inter-relações, que podem ou não alterar-se reciprocamente.
Esta profissão da área da saúde é classificada como prática diagnóstica e terapêutica complementar, que interage com outras profissões e especialidades. Dentro destas citaremos apenas algumas, como a medicina – nas especialidades de clínica geral, ortopedia, fisiatria e neurologia. Cada vez mais se chega à conclusão de que nenhuma terapia é perfeita, em muitos casos umas funcionam melhor do que outras e, em alguns casos, melhor do que noutros. Portanto, quando se pode oferecer uma terapia integrada, a recuperação do doente é sempre mais eficaz.



Tratamento Osteopático

O tratamento osteopático é um tratamento manual não invasivo, que se preocupa, inicialmente, em descobrir as causas dos sinais e sintomas do paciente, para somente depois tratar as suas consequências, com o intuito de restabelecer a função diminuída ou perdida.



Fisioterapia de elite

É um processo global e dinâmico, orientado para a recuperação física e psicológica da pessoa portadora de uma lesão, seja ela de origem desportiva, do trabalho ou funcional. É providenciado um acompanhamento personalizado e especializado, onde o trabalho individual com o paciente, de forma gradual e efetiva, garante uma recuperação ímpar.

Terapia Visceral

A terapia visceral está voltada para o bom funcionamento integral do corpo, ou seja, para as relações entre as vísceras, o sistema nervoso central e o sistema estrutural. Todos os órgãos, assim como todo o corpo, estão em movimento constante, em sincronia entre si e com todas as estruturas que os rodeiam.
Quando essa sincronia é perturbada, estamos diante de uma disfunção visceral. Essas disfunções são caracterizadas por víscero-espasmos, consistindo na diminuição da mobilidade e motilidade da víscera, na diminuição da vascularização, em ptoses viscerais, em aderências decorrentes de inflamações, de infeções, de intervenções cirúrgicas, de traumas, de uma postura incorreta, entre outros.
Para o respetivo tratamento, a osteopatia visceral não manipula órgãos internos, elimina o espasmo reflexo da musculatura lisa do trato visceral, estirando as fáscias, com o fim de libertar as aderências e dar elasticidade e liberdade de movimento. Ao trabalhar tudo o que possa estar a perturbar um órgão, facilitamos a sua mobilidade, já que o princípio da osteopatia é trabalhar as perdas de mobilidade, libertando esse órgão para o seu movimento fisiológico natural e inato.

Terapia Sacro Craniana

A Terapia Sacro Craniana é uma terapia manual, muito suave, que tem como objetivo avaliar e melhorar a função fisiológica do sistema sacro craniano, um sistema fisiológico do qual fazem parte as membranas cranianas e o líquido cefalo raquidiano, que envolve e protege o cérebro e a espinal medula. Este sistema mantém uma relação entre o sacro e o crânio, através do tubo dural e está exposto a tensões anormais que podem causar alterações em várias partes do corpo. Usando um toque muito leve, de uma maneira geral não superior a 5 gramas, libertam-se certas restrições no sistema sacro craniano e dissipam-se os efeitos negativos do “stress” sobre o sistema nervoso central. Esta técnica facilita o processo de recuperação do próprio sistema de autorregulação, permitindo assim que este faça as suas próprias correções, quando e onde estas sejam necessárias, sem contrariar o processo fisiológico normal. A terapia Sacro Craniana está indicada em qualquer faixa etária e raramente tem contraindicações. Em doentes de idades mais avançadas esta terapia pode melhorar a mobilidade funcional e proporcionar mais energia.

Para que serve?

A Terapia Sacro Craniana é cada vez mais usada como terapia preventiva, por ser benéfica no apoio e reforço das resistências naturais contra as doenças, sendo eficaz numa grande variedade de problemas médicos associados à dor e à disfunção, incluindo:
- Enxaquecas;
- Dores de cabeça;
- Dores musculares crónicas da coluna vertebral;
- Dificuldades respiratórias;
- Dificuldades de coordenação motora;
- Cólicas;
- Disfunções do sistema nervoso central;
- Problemas músculoesquelético;
- Problemas generalizados nas crianças;
- Dificuldades na aprendizagem;
- Fadiga crónica e problemas emocionais;
- Problemas relacionados com stress;
- Problemas do tecido conjuntivo;
- Fibromialgia;
- Disfunções temporo-mandibulares;
- Disfunções neurovasculares e do sistema imunitário, entre outros.